quarta-feira, outubro 27, 2010

O Anseio da busca


Olhos que se comunicam, bocas que não se entregam, mãos que se policiam ao se tocarem, corpos que esquentam e vibram com o contato um do outro, pessoas que se desejam sem medo, mas em segredo.

A presença é inconveniente e faz bem, as palavras são doces e de admiração, mas abrem uma fresta no peito de quem as ouve, nada podendo dizer para responder, questionar, agradar.

Palavras que não saem, atitudes alienadas por não terem energia para dar o próximo passo, a respiração pára, causada pelo choque da proximidade dos olhos, do corpo, da boca.

Um hálito doce que amarga a boca, uma respiração quente que gela a alma, uma voz doce que arrepia a espinha, um toque suave que causa paralisia do corpo, do coração e da alma. Algo se congela, mas ao ver um simples sorriso esquenta e faz queimar, um calor suportável e gostoso.

Almas que seguem rumos e direções opostas, que não querem se encontrar por não saber o que virá após esse contato que será inevitável em algum momento.

Uma simples imaginação faz o futuro chegar, o passado para recordar e o presente um destino, a ansiedade que predomina é como loucura, faz surtar e capacitar para as mais incríveis loucuras intencionais.

Uma ligação muito forte, que puxa para perto como se fosse um imã, uma força que arrebata, que torna frágil e imbatível, vontade e desejo que não é de corpo,que não é de prazer,que é de alma, duas almas que se condicionam, se desencontram, que vivem numa busca incansável pela parte que a complete, almas que se pertencem desde a eternidade.

Um mistério a ser descoberto, uma verdade a ser vivida, um segredo a ser revelado, almas que buscam se completar, corpos preparados para serem tocados, bocas que anseiam por um beijo, mãos vazias ofegantes pelo toque suave e quente da pele.

Vidas que se pertencem, que já se encontraram, mais ainda não se permitiram, cumprir o plano principal, que é completar uma a outra.


Cinthia Almeida.

Consequências


Depois de toda ação vem uma reação, para não ser diferente, cada gesto e atitude acarreta em uma conseqüência.

As conseqüências pertencem ao futuro, e ainda assim vivemos analisando quais seriam as conseqüências de atitudes que temos que tomar, de escolhas que temos que fazer no presente, agora!

Olhar o passado é possível, não é utópico quanto tentar prever o futuro, as atitudes passadas lhe renderam conseqüências de sobra para que você pare e pense, quais escolhas e atitudes te trouxeram coisas boas e construtivas e reparar bem nas coisas que não devia ter feito/escolhido/agido para não as repetir, use as experiências passadas como parâmetro para as experiências futuras.

Pensar de forma utópica eu não considero como um defeito, considero como uma mania todos nós temos de querer fazer tudo certo na hora certa, alguém querendo ser Perfeito? Nobre Ilusão!

A tendência é sempre melhorar e crescer quando se busca e luta por isso, e alcançar a melhoria não é tão difícil quanto às pessoas a fazem parecer, basta olhar do parâmetro certo, que tudo se encaixa e flui normalmente, como se nunca tivesse sido diferente.


Cinthia Almeida.

terça-feira, outubro 26, 2010

Conhecimento


É difícil entender o que se passa na cabeça das pessoas, existem tantas maneiras de viver, de pensar, de agir que fica complicado saber de fato o que as pessoas ao seu redor pensam, não só em relação a você, mas em relação a tudo e todos.

Dizem os mais experientes ou mais velhos (como queiram usar) que o “coração do homem é terra que ninguém pisa”, de certa forma eu concordo, mas o coração se guia por energia, energia que vem de sentimentos, que podem ser bons ou ruins, o fato é que se a pessoa tiver sentimentos bons no coração fica fácil não só pisar, mas também permanecer ali, o fazendo de moradia.

Então vem o questionamento, e a cabeça das pessoas seria um lugar para se estar? Pode não ser uma boa ideia, na cabeça das pessoas todas as informações são processadas, as palavras que serão ditas, as atitudes a serem tomadas, e tantas outras coisas...

Tantas pessoas fingem ser o que não são, por incompetência própria. Tanta gente faz o mal por prazer, engana por vontade, mente por vingança e seria bom estar na cabeça de que premedita uma morte, um acidente? Parece que não.

Mais como saber avaliar os prós e contras da cabeça e do coração das pessoas? Nem sempre a quantidade de tempo determina se você conhece bem ou não alguém. Ler o comportamento, as expressões, o olhar é um bom negócio, mas não é uma tarefa muito fácil.

Olhe para dentro de si e se pergunte me conheço? Você se conhece de verdade? E quando a resposta for sim, saberá enxergar a intenção dos outros sem nenhum esforço, porque a sua intenção estará clara para você mesmo.


Cinthia Almeida.

segunda-feira, outubro 04, 2010

Bocas


A boca que é tradicionalmente escrava das palavras... E é visivelmente escrava dos desejos.

Bocas que se calam por um simples contato dos olhos, que se reprimem um sorriso só por provocação, que se movimentam com urgência ou não no ato de um beijo, bocas que se abrem para que palavras sejam pronunciadas, mais que se fecham para que segredos não sejam publicados.

Bocas de tantos formatos, tamanhos, aspectos, funções, que são coloridas a medida de cada gosto.

Bocas que se encaixam em outras, bocas que exploram tantas partes do corpo;

Bocas que só enfeitam - bocas que só flertam - bocas que só beijam - bocas que só amam;

Bocas insanas – bocas arrasadoras - bocas infiéis - bocas imorais - bocas pecadoras - bocas devoradoras - bocas assassinas; Ou

Bocas divinas - bocas doces - bocas inocentes - bocas previsíveis - bocas seguras - bocas inteligentes - bocas sinceras;

Bocas para ser acariciada, para ser mordida, para ser beijada.

Bocas que podem te proporcionar prazer, desejo, dor, sofrimento, alegria, tantos outras sensações... Bocas que até em silêncio dizem muito.

Bocas que te chamam atenção, que te conquistam que te fazer perde a noção quando se movimentam em conseqüência das palavras, bocas que te matam de vontade.

Saber que sentido tem as bocas terem mil faces não está em como ela é e sim em como você a usa.

Cinthia Almeida